Dois tremores de terra foram registrados no litoral do estado do Rio de Janeiro, na região de Maricá, no fim da tarde do último sábado (4). O primeiro abalo sísmico alcançou magnitude 3,0, enquanto o segundo registrou magnitude 2,0. Os eventos foram detectados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e posteriormente analisados por especialistas do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
Apesar de chamarem a atenção da população, tremores dessa magnitude costumam ser considerados de baixa intensidade. Em muitos casos, eles passam despercebidos pela maioria das pessoas e só são identificados por equipamentos especializados instalados para monitorar a atividade sísmica em todo o país.
Os novos registros reforçam que a costa fluminense vem apresentando uma sequência de pequenos abalos nos últimos meses. Entre os dias 26 e 30 de junho, por exemplo, foram registrados nove tremores nas proximidades de Saquarema. O mais intenso dessa sequência atingiu magnitude 2,5, enquanto os demais apresentaram magnitudes menores.
Já entre os dias 21 e 22 de maio, outra série de tremores foi detectada na região de Maricá. Na ocasião, o maior abalo chegou à magnitude 3,3, sendo um dos mais fortes registrados recentemente no litoral do estado do Rio de Janeiro.
Segundo especialistas, o Brasil está localizado no interior da Placa Sul-Americana, distante das bordas tectônicas onde normalmente ocorrem os grandes terremotos. Ainda assim, pequenos tremores podem acontecer devido à acomodação natural de falhas geológicas existentes no subsolo. Esses eventos são relativamente comuns e, na maioria das vezes, não representam risco significativo para a população.
A atividade sísmica continua sendo acompanhada pela Rede Sismográfica Brasileira e pelo Centro de Sismologia da USP, responsáveis por monitorar e analisar qualquer novo tremor registrado no território nacional.